quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Pesquisa desenvolvida na Univasf comprova a eficiência do tratamento natural de doença bovina!

Uma pesquisa realizada no Mestrado em Ciência Animal da Universidade Federal do Vale do São Francisco comprovou a eficácia do tratamento fitoterápico da mastite bovina, uma inflamação causada por bactérias que pode alterar a qualidade do leite. O estudo, que também constatou que este tipo de tratamento é mais econômico, foi realizado pelo biólogo do Laboratório de Microbiologia e Doenças Infecto-contagiosas dos cursos de Veterinária e Zootecnia da Univasf, Jarbas Freitas Amarante e vai ser apresentado na próxima segunda-feira (31) na sua defesa da dissertação de mestrado, às 14h, na sala 3 do campus Ciências Agrárias.

O trabalho intitulado “Composição química e atividade antimicrobiana do extrato etanólico de própolis frente a isolados de Staphylococcus spp., obtidos de mastite bovina” é o resultado de um ano e seis meses de estudo, orientado pela pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Márcia de F. Ribeiro. O estudo avaliou duas marcas da substância natural extrato de própolis no combate à doença que, segundo o trabalho de Medeiros et.al. (2009), tem uma incidência em torno de 58,4% no estado de Pernanbuco. Os testes realizados em laboratório comprovaram uma eficiência de 90% de uma das marcas do extrato usada na inibição da bactéria que causa a mastite, graças a presença de uma maior quantidade de flavonóides e ácido fenólico, sustâncias ligadas a ação antibacteriana.

Para Jarbas Amarante, o estudo constatou que é possível combater a doença sem gastar muito e de forma natural. “Os produtos químicos usados atualmente para tratar a mastite deixam resíduos no leite que prejudicam a saúde humana, podendo gerar complicações futuras como câncer. Com esta pesquisa, estamos contribuindo com uma alternativa mais saudável e barata para o criador da região”, completou Jarbas.

Fabíola Moura

Opinião: Universidade tem de ser espaço para pensar e aprender!!

A USP está no território brasileiro onde é ilícito o uso e porte da maconha.
Muitos do manifestantes que protestam contra PM não sabem os motivos.
Poder dizer o que se pensa é uma das coisas importantes de uma democracia. O indivíduo é livre para ser a favor ou contra algo. Tomar uma posição. Manifestar-se de várias maneiras. E provocar mudanças. Porém, as coisas não são simples. A manifestação de alguns se baseia na exigência de que as coisas sejam ao seu modo. O que é diferente não é aceito. Em verdade, impõem seu jeito pouco se importando com os outros.
Ora, e quem são os outros? Aqueles que não têm a capacidade de compreender o que é o certo? E o certo, é claro, é só o que pensam. Sendo que só eles pensam assim.
Radicais? Sim. Não se dá passo algum com atitudes desse tipo. Elas são cegas e só tendem a fazer as coisas retrocederem. Não dever haver espaço para o radicalismo em nenhum lugar, ainda mais dentro de uma universidade.Lá é um lugar para se pensar e provocar mudanças. Onde a visão do indivíduo se expanda sobre si e o outro. Onde os questionamentos favoreçam a construção de um mundo melhor. Nem que seja só um pedacinho dele. Infelizmente, não é isso o que se vê numa das principais universidades do país – a Universidade de São Paulo (USP), em seu campus da capital.
Semana passada, ocorreu um protesto em que alguns alunos se manifestaram agressivamente contra a presença da PM e, no embalo, contra o reitor. Agrediram policiais, destruíram viaturas e tomaram o prédio da administração da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH).
Algo que foi deflagrado, segundo consta, pela prisão de alguns estudantes da FFLCH por porte ilegal de droga – estavam fumando maconha no estacionamento da unidade. Provavelmente, sentiram-se ofendidos e viram esse ato como repressão. Evocaram, em suas memórias, o tempo de linha dura dentro da universidade. Que já passou.
No território brasileiro é ilícito o uso e porte de maconha. A USP é um lugar dentro do país e não uma entidade a parte – terra de ninguém. A PM teve conduta adequada. O argumento é de que a PM não é necessária lá. Embora haja muitos crimes dentro do campus – roubos, estupros e mortes – consideram que basta melhorar a iluminação ou dialogar com as comunidades do entorno.
Isso é importante, sem dúvida. Para quem já frequentou ou frequenta a USP à noite, sabe quão escura ela é, desencorajando que se ande por lá. Mas não se pode ser ingênuo a ponto de achar que essas medidas resolverão problemas de segurança. É uma visão utópica.
Polícia e USP firmaram convênio após a morte de um estudante durante um roubo. Segundo consta, a presença dela resultou em uma queda de 60% dos roubos e furtos. Por incrível que pareça, a decisão pelo convênio foi algo que envolveu seu Conselho Gestor, professores e alunos de várias unidades. O único contra foi o representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE).
Esse é o lado não tão bom da democracia – aceitar o que a maioria decide. É o preço que se paga. O que se sabe, através das manifestações pela internet, é que a maioria dos estudantes é a favor da PM. Inclusive, fizeram uma manifestação esta semana a favor dela. Muitos dos que estão se manifestando contra, devem estar lá apenas pelo calor das emoções. Provavelmente, não têm bem claro o porquê disso tudo.
É tempo de acordar e não imaginar a vida fora de qualquer parâmetro possível. E nem que se pode fazer qualquer coisa só por estar dentro de uma universidade.

(Ana Cássia Maturano é psicóloga e psicopedagoga)

Número de inscritos para vestibular 2012 da UFPE aumenta quase 20%!!

Curso de Medicina aparece, pelo 3º ano, como o mais concorrido.
Engenharia Civil de Caruaru está pela 1ª vez entre os 10 mais disputados.
O número de candidatos inscritos para o Vestibular 2012 da Universidade Federal de Pernambuco chegou a 48,5 mil candidatos, um aumento de quase 20% em relação ao ano passado, de acordo com o presidente da Comissão de Processos Seletivos e Treinamentos (Covest), Armando Cavalcanti. O curso de Medicina, pelo terceiro ano consecutivo, aparece como o mais concorrido, com 34,9 candidatos por vaga, um aumento de cinco pontos na concorrência.
O segundo lugar continua com o curso de Direito, que subiu de 17,2 para 20,2 candidatos por vaga, seguido por Fisioterapia, que subiu uma posição e chegou a 17,8.
A novidade deste ano é o curso de Engenharia Civil de Caruaru, que aparece como sétimo colocado no ranking, que conta com 13,8 feras por vaga. "É de fundamental importância que isso aconteça, uma vez que temos uma demanda grande de profissionais desta área em Pernambuco. Além disso, é a consolidação do projeto de interiorização da UFPE", ressalta Cavalcanti.
As provas da UFPE acontecem nos dias 27 e 28 de novembro. Para poder fazer as provas, os candidatos devem estar munidos de um documento de identificação e o CCI, cartão de indentificação do candidato, que deve ser impresso no site da Covest entre os dias 17 e 25 de novembro. "A impressão desse documento é de total responsabilidade do fera. Sem ele, o candidato não entra para fazer a prova", alerta.
O número de candidatos que pediram o incetivo, bônus de 10% destinado a alunos oriundos da rede pública, mais que triplicou neste ano. Cerca de 22 mil candidatos pediram o bônus, sendo 2.527 vindos do supletivo, que pela primeira vez é contemplado pelo incentivo. "Isso não significa que eles vão receber o bônus. Só recebe aqueles que passam do ponto de corte", afirma Cavalcanti. No dia 28 de dezembro, a UFPE promete lançar um edital de convocação, com nomes, datas e horários para os alunos habilitados comprovarem, antes do listão, que estão habilitados a receber o bônus. "No ano passado, tivemos 44% das vagas ocupadas por alunos que receberam o bônus", relembra.
O número de mulheres inscritas no vestibular da UFPE continua superando o de homens, chegando aos 59,2 % na edição deste ano. Além disso, houve um aumento do número de candidatos vindos de outros Estados. "Temos inscritos de todas as unidades da Federação", conta Cavalcanti. Paraíba, Alagoas e Bahia permanacem como os estados que mais mandam candidatos.
Depois do Recife, a cidade mais procurada pelos feras para fazer o vestibular 2012 é Caruaru, com cerca de 6 mil candidatos, segundo o reitor. Pela primeira vez, a cidade de Ipojuca também será um dos pólos de aplicação de provas, contando com cerca de 700 inscritos. As provas vão ser aplicadas também em Arcoverde, Garanhuns, Petrolina, Vitória de Santo Antão, Ipojuca, Jaboatão e Olinda.

Os dez cursos mais concorridos do vestibular 2012 da UFPE:
Cursos Concorrência por vaga
Medicina 34,9
Direito 20,2
Fisioterapia 17,8
Comunicação Social / Publicidade e Propaganda 16,9
Psicologia 16,7
Nutrição 16
Engenharia Civil (Caruaru) 13,8
Comun. Social / Jornalismo 13,7
Enfermagem 12,5
Arquitetura e Urbanismo 12,2

No TRF-5, AGU protocola recurso contra anulação de questões do Enem

Foi protocolado no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), no Recife, na tarde desta quinta-feira (3), um pedido de suspensão da liminar concedida pela Justiça Federal do Ceará para anular 13 questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O pedido foi trazido por três procuradores da Advocacia Geral da União (AGU) que não foram autorizados a falar com a imprensa. O documento vai ser encaminhado ao presidente do TRF-5, Paulo Roberto de Oliveira Lima, que está em Brasília, participando de uma reunião do STJ e volta ao Recife na segunda-feira, segundo a assessoria de imprensa do TRF-5.

A intenção do MEC é que a decisão da Justiça seja restrita a alunos de Colégio Christus, em Fortaleza, Ceará, que teve acesso às 13 questões antes da prova. O ministro da Educação, Fernando Haddad, pretendia ter uma audiência com o desembargador Paulo Roberto, mas ele está viajando. Para o Ministério, o vazamento foi pontual e a melhor solução seria cancelar o Enem apenas para os 639 alunos de Fortaleza ou anular, para o mesmo grupo, apenas as 13 questões. A prova tem um total de 180 questões.
Entenda o caso A antecipação de questões foi revelada em 26 de outubro, três dias após o Enem, quando um aluno do colégio cearense publicou, em seu perfil no Facebook, fotos de quatro apostilas distribuídas por um professor. Segundo a escola, as questões fariam parte de um banco de perguntas que a escola recebe de professores, alunos e ex-alunos para promover simulados.

O MEC constatou que a escola distribuiu os cadernos nas semanas anteriores ao exame com questões iguais e uma similar às que caíram nas provas realizadas no sábado (22) e domingo (23) e, no próprio dia 26, cancelou as provas feitas pelos 639 alunos do colégio.

Na época, o ministério deu aos candidatos do Christus a oportunidade de refazer o Enem em 28 e 29 de novembro, dias nos quais o exame será aplicado para pessoas submetidas a penas privativas de liberdade e adolescentes sob medidas socioeducativas.

Mas insistiu que o problema não afetou os demais estudantes do Brasil e, portanto, não havia a necessidade de anular as questões.

O Ministério Público Federal do Ceará, porém, entrou com uma ação judicial para anular o Enem 2011 para todo o país, ou pelo menos das 14 questões antecipadas. O procurador da República Oscar Costa Filho, responsável pela ação, defendeu que a anulação parcial ou total em todo o Brasil são as únicas formas de manter a isonomia do Enem em território nacional.

O juiz federal Luís Praxedes Vieira analisou o caso na segunda (31) e ouviu a defesa do MEC, apresentada pela presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Malvina Tuttman. A Justiça optou por não cancelar a edição deste ano do Enem, mas anulou, para todos os mais de 4 milhões de estudantes que fizeram as provas, 13 questões.